Tudo
bem, talvez eu tenha culpa e talvez ela seja maior que a sua. Culpa de ter sido rápido demais, de ter tido
medo de te perder, culpa de não dar um sorriso mais bonito naquela tarde, culpa
de ter me permitido, culpa de ter conhecido.
Mas ao mesmo tempo, acho que são coisas que acontecem pois tem que
acontecer, ou talvez que aconteça por vontade de um ser superior.
O
começo não foi fácil, o primeiro “oi” foi custoso, o primeiro abraço nem se
fala. E quem disse que o fim não seria
pior. Sempre é. Você foi até legal. Foi mudando, meio que
dando sinais de que o fim estava próximo, eu percebi (qualquer um perceberia),
mas preferi não pensar, não encarar os fatos, dizem que a esperança é a última
que morre.
No
meio disso tudo, trocamos várias juras de amor, parece que de nada
valeram. A primeira vez que ouvi seu “eu
te amo”? Ótimo, fui dar uma volta no Olimpo e voltei, disse que também te amava
é claro, mas depois pensei que poderíamos ter ido com mais calma. Tá vendo?
Muita culpa é minha.
Mas
espera! O nosso fim ainda não teve fim, pelo menos aqui no papel. Até ele foi conturbado, estranho como tudo
que aconteceu entre nós, uma linha telefônica e cada um de um lado, “eu não
quero mais” chegando aos meus ouvidos, sendo processado, confirmando tudo que
eu já sabia, e mesmo assim senti um frio na barriga quando você disse mais cedo
que precisávamos conversar. Eu tentei
nos salvar, juro. Mas já era tarde, até
era noite, e você tinha prova no outro dia, “boa noite”, e eu continuo me
preocupando com você.
O
quarto ficou ainda mais escuro, mesmo com a TV ligada e mudando o jogo de cores
das paredes. Minha cabeça uma bagunça,
queria dormir e não conseguia, queria ouvir músicas que me lembrassem você,
não valia o esforço. Acho que pra você
foi mais fácil, parecia calma, suave e decidida, me pediu tantas desculpas que
parecia alguém se desculpando por não poder mais fazer um favor.
Se
você nunca sentiu algo, como disse que sentiu, se eu nunca signifiquei nada,
como acho que não se suas juras foram verdadeiras, pouco importa agora. Façamos
assim: você finge que se importa e eu finjo que acredito.
'Mas me entreguei a você e sei que nao pedia muito, e no fim nem vamos mais acaba juntos..'
ResponderExcluirMuitas vezes o rapido demais significa 'intenso', e por mais que no final nao tenha sido tão feliz, pelo menos você VIVEU.
Pois é, viver e sem medo do que pode acontecer, ser livre, sonhar, isso é mais valido do que qualquer final feliz.
Parabens pelo texto Huguinho..
Um beijo, Aline Shinoda .
Gostei do texto, o importante é que pode sentir muitas coisas, e de fato o rápido significa intenso
ResponderExcluirParabéns Hugo
Lee
"Se queremos progredir, não devemos repetir a história, mas fazer uma história nova".
ResponderExcluir(Mahatma Gandhi)
Depois de Gandhi ter deixado um recado para você, me permita também deixar o meu:
ResponderExcluirCom o tempo,é provável que sinta a necessidade de manter em segredo aquilo que as vezes escapa da ponta de sua caneta. Alguns podem dizer que é introspecção, eu no entanto prefiro chamar de metamorfose.