Me pego pensando nas coisas
que vivi e como elas teriam sido se tivessem durado mais tempo, ou durassem até
hoje. Não penso diferente sobre meus relacionamentos, e poxa, você é a mais
recente, claro que penso muito em nós dois do que nas outras. As outras são só
as outras, você é você.
E como seria se não fosse
você? Bem, eu provavelmente não gostaria de chá branco com lichia, e nem
conheceria aquela torta de frango da padaria em Sumaré. Eu não saberia o que é
me preocupar em fazer um caminho com menos subidas ou escadas, e nem o que é
querer pegar alguém no colo quando o joelho dela dói. Eu não saberia o que é
deitar na grama do parque com uma camisa xadrez servindo de toalha, de olhos
fechados, de mãos dadas, de rostos colados, só sentindo o seu calor e o vento
que batia.
Eu não saberia como é a
sensação de achar a pessoa certa – pelo menos é o que parecia ser, talvez seja
e só não está sendo, vai saber. Eu não ia saber como é pensar em jogar tudo pro
alto só pra poder estar junto de quem te faz bem, lutar pelo que acha justo e
certo.
De resto seria eu. Cara
fechada pra quem vê, mantendo a pose de forte, achando ser intocável, forte e
dizendo pra todos que não sangra. Mas é inseguro, dramático, emotivo e
impulsivo. Ainda bem que você passou por aqui pra fazer mudar.
Já falei que talvez as coisas
tivessem sido melhores caso nunca tivesse te conhecido e amaldiçoei o dia em
que você entrou por aquela porta – cabeça quente, te disse. O fato, menina, é
que agora que tudo passou, que nos cruzamos e nem o olhar trocamos, que fazemos
de tudo pra nem um “oi” soltar... Agora eu sinto falta até de sentir sua falta.
Eu não desistiria de nós, você
não precisava nem ter pedido. Aliás, nem devia. Pedir pra não desistir de nós
só me fez pensar que você também não desistiria. Pena pensar errado.
"Apaixonado..., pela vida e pelas coisas pequenas que ela oferece." (Hugo Falcão)
ResponderExcluirVivendo o que pensa.
Parabéns.